Rio de Janeiro - RJ - 13/04/2020 - COVID 19 - Coronavirus
na cidade do Rio - Fila para regularizar o CPF, em Madureira,
zona norte do Rio - Foto Reginaldo Pimenta / Agencia
O Dia - Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Autônomos e desempregados passaram a madrugada de segunda-feira nas portas das agências da Receita Federal em Caxias e Madureira
Rio - Josemar de Lima Galvão chegou às 3h na porta da agência da Receita Federal, em Duque de Caxias. Às 5h, José Ricardo dos Santos, de muletas, foi mais um a engrossar a fila de quem madrugou para regularizar o CPF (Cadastro de Pessoa Física) e seguir tentando o auxílio-emergencial de R$ 600, dado pelo governo federal para ajudar autônomos e desempregados durante a pandemia do novo coronavírus. Agências da Receita Federal no Rio receberam longas filas. Quanto mais gente chegava, mais histórias de dificuldade se misturavam na aglomeração. Em todas, os R$ 600 ajudaria e muito nesse momento de aperto financeiro.
Pedreiro autônomo, José Ricardo caiu de uma escada e quebrou o calcanhar há dois meses. Sem trabalhar, tem corrido atrás dos R$ 600, mas esbarrou na notícia de que seu CPF estava com o nome da mãe escrito errado. "Estou de muletas, com a perna quebrada. Eu cheguei na Receita e o atendimento foi muito ruim. Falam que tem que deixar cópias de um documento no envelope, mas não avisam isso equanto estamos na fila. Tive que pedir um real emprestado para pagar a xerox. Estou sem nada", reclamou o pedreiro. "Deixei o envelope e em três dias voltarei para ver se deu certo. Esse dinheirinho ia vir numa hora boa".
Por Yuri Eiras

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